maio 21, 2018

©raquelsav | 20maio2018
PLAY Pink Floyd | A Saucerful of Secrets

maio 17, 2018


maio 16, 2018

©Josef Koudelka | Still Life (Newspaper) | France | 1976 | Gelatin
PLAY Linda Martini | Se me agiganto

quebramos o gesso
arma de arremesso
fractura exposta
posta a posta
sem fim
sem começo



maio 09, 2018

PLAY Lankum | The Granite Gaze 

É a dor, moribunda, a renascer,
como quem faz viver,
a pintar o sonho inominável:
de trincha matriz-esparsa
e crivo de zeros em punho.

Esta dor maior
que esmorece as inúteis dores.
Esta dor-lição
que ensina a cair,
do chão,
como no poema.

E o sonho em água plana,
difuso, de luz refractado,
sempre inominável,
por cumprir,
parasita
na mama da dor.

Entre vidros e espelhos,
da dor ou do sonho
que há-de vir,
escolhemos a dor:

nada nos torna mais famintos
do que um sonho saciado.

março 18, 2018

2
maravilhar-te as insónias
com o paciente crepúsculo da idade
acordar fora do corpo esquecer o olhar
sobre o pêlo ruivo dos animais beber
o fulgor das estrelas no esplendor da alba
nomear-te
para recomeçarmos juntos a vida toda

ensinar-te o segredo dos alquímicos minerais
acender-te um pouco de culpa
na imatura paisagem do coração

eis a travessia que te proponho
amanhecer sem querermos possuir o mundo
e no orvalho da noite saciar o desejo adiado
respirar a músca inaudível das galáxias
sentir o tremeluzir da água no medo da boca

o amor
deve ser esta perseguição de sombras
esta cabeça de mármore decepada
ou este deserto
onde o receio de te perder permanece oculto
na sujidade antiga dos dias

Al Berto | O medo | Assírio&Alvim | 1997

março 07, 2018

PLAY Linda Martini | Boca de sal

Não me dou ao luto.
Da taça ergo,
em dois.

fevereiro 28, 2018

PLAY Ornatos Violeta | Chuva

Porque há sempre obras na casa,
a destruir a poesia dos lugares.

fevereiro 22, 2018

fevereiro 20, 2018

©Bruno Barbey | 1979 | PORTUGAL. Minho region. Town of Trofa, near Barcelos. Catholic pilgrimage

PLAY Madredeus | Canção do Tempo

"Pergunto-me então o que vem a ser o tempo, e descubro que não passa do consolo que nos resta por não durarmos sempre."

"Estou, afinal, perto do mar e da sua ciência. Ninguém pode exigir ao mar que traga todos os barcos, ou ao vento que encha todas as velas."

PLAY Sitiados | Amanhã

fevereiro 10, 2018

novembro 03, 2017

A arte de simplificar

A arte de simplificar ou quantas voltas dá "1+2" para ser "3"!

outubro 25, 2017

outubro 24, 2017

PLAY Bernardo Sassetti | Canço Nr. VI & Historia de Amor

De pedra em pedra
Te peço

Não morras de sede

Ou de luz


Daniel Faria (1971 -1999) | Poesia | Edições Quasi | 2006
©Martine.Franck | Paris | 1977

Explicação do poeta

Pousa devagar a enxada sobre o ombro
Já cavou muito silêncio

Como punhal brilha em suas costas
A lâmina contra o cansaço

Daniel Faria (1971 -1999) | Poesia | Edições Quasi | 2006

outubro 23, 2017

outubro 22, 2017

outubro 19, 2017

*Wim Wenders, "Paris, Texas"

outubro 17, 2017

©João_Diogo