fevereiro 09, 2013



Não nascemos inteiramente! Fazemo-nos de uma luta de vontades! 
Fazemo-nos no nosso tempo!
Esticando-o.... encolhendo-o .... 
Encolhendo e esticando o limbo,
sem rede, vara ou colete.
E quebrando... quebrando...
Somos entre o tiro e o ricochete.

Não somos inteiramente! Fazemo-nos de uma luta de vontades!
De disfarce em disfarce
Vestindo-o.... despindo-o.....
Despindo e vestindo a razão,
sem cortina, biombo ou portada.
E desnudando.... desnudando...
Somos no reflexo da partida na chegada.
(#Raquel#9/02/2013)


"Nunca parto inteiramente
Vivo de duas vontades:
Uma que vai na corrente,
A outra presa à nascente
Fica para ter saudades"

julho 11, 2010

Arca de Noé

Escondo um quilo de sorriso e magia
E, sem ninguém ver, outro de esquecimento.
Trago a pureza perdida do pó barrento,
E amor e paixão que nem Deus media.
Guardo metros e quilómetros de sabedoria
E um par de sabor a vento,
Três ou quatro pés de vontade e alento
Um sol, uma noite, uma lua, um dia.
Guardo a certeza de tudo o que é,
Carrego em meu peito a imensidão
de um mar, uma história e uma canção.
E a arca de Noé, dos nossos sonhos e fé,
Cheia, navega no dilúvio do teu peito,
E faz do Tudo, de mim e de ti, um só feito!

(Raquel, num combóio entre Aveiro e Ourém, 11 de Fevereiro de 2002... reflectindo sobre onde se encontra...)