|Assim repito o nome e sinto ainda o incêndio no rosto :|| paul celan |Porque é com nomes que alguém sabe | onde estar um corpo| por uma ideia, onde um pensamento | faz a vez da língua.| herberto helder
abril 18, 2018
março 18, 2018
2
maravilhar-te as insónias
com o paciente crepúsculo da idade
acordar fora do corpo esquecer o olhar
sobre o pêlo ruivo dos animais beber
o fulgor das estrelas no esplendor da alba
nomear-te
para recomeçarmos juntos a vida toda
ensinar-te o segredo dos alquímicos minerais
acender-te um pouco de culpa
na imatura paisagem do coração
eis a travessia que te proponho
amanhecer sem querermos possuir o mundo
e no orvalho da noite saciar o desejo adiado
respirar a músca inaudível das galáxias
sentir o tremeluzir da água no medo da boca
o amor
deve ser esta perseguição de sombras
esta cabeça de mármore decepada
ou este deserto
onde o receio de te perder permanece oculto
na sujidade antiga dos dias
Al Berto | O medo | Assírio&Alvim | 1997
maravilhar-te as insónias
com o paciente crepúsculo da idade
acordar fora do corpo esquecer o olhar
sobre o pêlo ruivo dos animais beber
o fulgor das estrelas no esplendor da alba
nomear-te
para recomeçarmos juntos a vida toda
ensinar-te o segredo dos alquímicos minerais
acender-te um pouco de culpa
na imatura paisagem do coração
eis a travessia que te proponho
amanhecer sem querermos possuir o mundo
e no orvalho da noite saciar o desejo adiado
respirar a músca inaudível das galáxias
sentir o tremeluzir da água no medo da boca
o amor
deve ser esta perseguição de sombras
esta cabeça de mármore decepada
ou este deserto
onde o receio de te perder permanece oculto
na sujidade antiga dos dias
Al Berto | O medo | Assírio&Alvim | 1997
fevereiro 22, 2018
fevereiro 20, 2018
![]() |
| ©Bruno Barbey | 1979 | PORTUGAL. Minho region. Town of Trofa, near Barcelos. Catholic pilgrimage |
PLAY Madredeus | Canção do Tempo
"Pergunto-me então o que vem a ser o tempo, e descubro que não passa do consolo que nos resta por não durarmos sempre."
"Estou, afinal, perto do mar e da sua ciência. Ninguém pode exigir ao mar que traga todos os barcos, ou ao vento que encha todas as velas."
PLAY Sitiados | Amanhã
fevereiro 10, 2018
janeiro 20, 2018
PLAY Conan Osíris | Ein Engel
Parece que o bem
Nem beija a mãe de quem não merece
Parece uma prece
Parece que o bem
Nem beija a mãe a quem mais carece
Merece quermesse
E a fome cai da exo, rompe a termo
Fura a meso, rasga a estratosfera
E a fera acorda atroz e vem veloz
Sem paz na voz e morde a troposfera
E eu feito otário à espera
De um anjo
'Pa me levar ao kebab
Eu 'tou à espera dum beijo
Até que a terra se acabe
Eu 'tou à espera dum anjo
Eu acho que ninguém sabe
Eu 'tou à espera dum anjo
'Pa me levar ao kebab
Mete molho
Aplica mais molho
Coloca molho pai
Aplica mais molho
Parece que o bem
Nem beija a mãe de quem não merece
Parece uma prece
Parece que o bem
Nem beija a mãe a quem mais carece
Merece quermesse
E a fome cai da exo, rompe a termo
Fura a meso, rasga a estratosfera
E a fera acorda atroz e vem veloz
Sem paz na voz e morde a troposfera
E eu feito otário à espera
De um anjo
'Pa me levar ao kebab
Eu 'tou à espera dum beijo
Até que a terra se acabe
Eu 'tou à espera dum anjo
Eu acho que ninguém sabe
Eu 'tou à espera dum anjo
'Pa me levar ao kebab
Mete molho
Aplica mais molho
Coloca molho pai
Aplica mais molho
novembro 03, 2017
outubro 25, 2017
outubro 24, 2017
PLAY Bernardo Sassetti | Canço Nr. VI & Historia de Amor
De pedra em pedra
Te peço
Não morras de sede
Ou de luz
Daniel Faria (1971 -1999) | Poesia | Edições Quasi | 2006
De pedra em pedra
Te peço
Não morras de sede
Ou de luz
Daniel Faria (1971 -1999) | Poesia | Edições Quasi | 2006
outubro 23, 2017
outubro 22, 2017
outubro 17, 2017
outubro 16, 2017
outubro 12, 2017
PLAY Tindersticks | A nigth in
"Não sou astrólogo nem bruxo.
Uma vaga impaciência na voz.
Se adivinhasse o futuro...
Sabes o futuro até certa altura. Não faças batota.
Identificas-me contigo e falas de batota abusivamente. Confundes duas ordens de sonhos, esqueces metamorfoses irremediáveis, unificas o tempo, não consultas ninguém. Em termos rigorosos: só sei o teu passado. Onde está a batota?"
Carlos de Oliveira | Finisterra paisagem e povoamento | Sá da Costa Editora | 3a. Edição | 1979
"Não sou astrólogo nem bruxo.
Uma vaga impaciência na voz.
Se adivinhasse o futuro...
Sabes o futuro até certa altura. Não faças batota.
Identificas-me contigo e falas de batota abusivamente. Confundes duas ordens de sonhos, esqueces metamorfoses irremediáveis, unificas o tempo, não consultas ninguém. Em termos rigorosos: só sei o teu passado. Onde está a batota?"
Carlos de Oliveira | Finisterra paisagem e povoamento | Sá da Costa Editora | 3a. Edição | 1979
outubro 11, 2017
PLAY Pēteris Vasks | Plainscapes (Lidzenuma ainavas) for choir, violin, and cello
Como fractais,
em terceira pessoa do plural.
Estrangeiros do tempo,
escravos rarefeitos,
errantes imortais,
de carne no osso.
em terceira pessoa do plural.
Estrangeiros do tempo,
escravos rarefeitos,
errantes imortais,
de carne no osso.
[#1] Diálogo
"- A razão não é o único meio de dois seres se entenderem."
"Uma coisa fiquei a saber: é falso que alguém se entenda falando."
Adolfo Bioy Casares (1914 -1999) | Dormir ao sol | Editorial Estampa |1980
Robert Musil (1880-1942) | O Homem sem Qualidades |Dom Quixote | 2014 (4.ª Ed.)
(Trad. João Barrento)
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"Uma coisa fiquei a saber: é falso que alguém se entenda falando."
Adolfo Bioy Casares (1914 -1999) | Dormir ao sol | Editorial Estampa |1980





